No período em que Rebecca ficou na Suframa, pólo industrial de Manaus retomou o crescimento

No encerramento da passagem da ex-deputada Rebecca Garciia pela Superintendência da Zona Franca de Manaus, o Polo Industrial de Manaus (PIM) faturou R$ 18,62 bilhões, entre janeiro e março, o que representa um crescimento de 10,44% em relação ao primeiro trimestre do ano passado (R$ 16,86 bilhões). Em dólar, o faturamento do trimestre foi de US$ 5.98 bilhões, significando incremento de 35,87% na comparação com o montante apurado no mesmo intervalo de 2016 (US$ 4.40 bilhões).

Rebecca foi apeada do cargo por questões políticas e até agora não foi substituída. A decisão foi do presidente Michel Temer, que se diz empenhado em recuperar a economia do país, mas continua dando prioridade à política, ao invés de privilegiar a gestão.

De acordo com as informações fornecidas pelas empresas incentivadas do parque fabril de Manaus, a mão de obra do PIM, em março, foi de 84.520 trabalhadores, entre efetivos, temporários e terceirizados. O número é 1,07% maior que o total registrado em março de 2016 (83.621 trabalhadores) e 0,92% inferior na comparação com o índice registrado em fevereiro deste ano (85.308 trabalhadores).

Já a média mensal acumulada no trimestre é de 85.347 empregos. O número é 0,36% inferior à média acumulada em 2016 (85.660). Nos primeiros três meses do ano, ocorreram 8.395 admissões e 7.513 demissões, perfazendo o saldo de 882 vagas ocupadas.

Segmentos

Com R$ 5,27 bilhões faturados no trimestre, o polo Eletroeletrônico teve a maior participação no resultado global de faturamento do PIM, respondendo por 28,30% do total. Em seguida estão os segmentos de Bens de Informática, com faturamento de R$ 3,71 bilhões e participação de 19,97%; Duas Rodas, com faturamento de R$ 2,72 bilhões e participação de 14,61%; e Químico, com faturamento de R$ 2,17 bilhões e participação de 11,66%.

Os setores que apresentaram crescimento na comparação entre o primeiro trimestre de 2017 com o mesmo intervalo de 2016 foram: Eletroeletrônico (15,54% em moeda nacional e 42,48% em dólar); Bens de Informática do Polo Eletroeletrônico (26,68% e 47,78%); Duas Rodas (9,33% e 34,29%); Termoplástico (11,61% e 37,82%); Bebidas (42,18% e 76,02%); Metalúrgico (10,67% e 36,50%); Mecânico (56,09% e 93,08%); Papel e Papelão (22,61% e 51,29%); Vestuários e Calçados (16,05% e 42,95%); Editorial e Gráfico (14,48% e 40,20%); Têxtil (48,60% e 83,53%); Mobiliário (8,87% e 34,98%); Beneficiamento de Borracha (8,11% e 32,92%); Ótico (4,56% e 28,59%); Brinquedos – exceto Bens de Informática (25,90% e 53,70%); Isqueiros, Canetas e Barbeadores Descartáveis (8,86% e 33,76%); e Naval (52,68% e 86,78%).

Produtos

Entre os produtos que apresentaram incremento relevante de produção no acumulado dos três primeiros meses de 2017, em relação ao mesmo período do ano anterior, destacam-se o monitor com tela LCD para uso em informática (1.160,82%); porteiro eletrônico (532,60%); home theater (303,03%); condicionador de ar split system (108,06%); forno micro-ondas (82,58%); unidade evaporadora para split system (311,42%); unidade condensadora para split system (331,11%); e tablet PC (35,53%).

Em termos de volume de faturamento, os dez principais produtos fabricados pelo PIM no primeiro trimestre de 2017 foram televisor com tela de cristal líquido (US$ 1.04 bilhão e R$ 3,24 bilhões); telefone celular (US$ 687,1 milhões e R$ 2,13 bilhões); motocicleta, motoneta e ciclomotores (US$ 682.8 milhões e R$ 2,12 bilhões); condicionador de ar do tipo split system (US$ 218.5 milhões e R$ 679,4 milhões); placa de circuito montada para uso em informática (US$ 109.03 milhões e R$ 339,3 milhões); receptor de sinal de televisão (US$ 99.9 milhões e R$ 310,7 milhões); forno microondas (US$ 97.7 milhões e R$ 303,9 milhões); relógio de pulso e de bolso (US$ 87,2 milhões e R$ 271,6 milhões); autorrádio e aparelhos reprodutores de áudio (US$ 64.4 milhões e R$ 200,6 milhões); e rádio aparelho reprodutor e gravador de áudio não portátil, inclusive, toca-discos à laser (US$ 41.5 milhões e R$ 129,1 milhões).

Análise

O superintendente da SUFRAMA, substituto, Marcelo Pereira, observa que os números precisam ser avaliados com cautela, entretanto, considera ser muito positivo verificar que houve crescimento contínuo em todos os três meses averiguados. “Ainda é prematuro cravar que já vivenciamos uma recuperação econômica, mas os dados demonstram uma sinalização positiva de retomada de produção e faturamento em direção aos níveis anteriores ao da grave crise pela qual o País passou. Esperamos continuar nessa trajetória positiva de reaquecimento”, analisa.

Fonte: blogdohiellevy.com

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