Nível dos rios continua subindo no Amazonas e já afeta a população

An aerial view of the town of Anama, flooded by water from the Solimoes river in Amazonas State, Brazil May 14, 2021. Picture taken May 14, 2021. Picture taken with a drone. REUTERS/Bruno Kelly

Rio Amazonas já ultrapassou a marca histórica de 9,38 metros

O volume de água nos principais rios que cortam o estado do Amazonas continua aumentando, afetando a população de algumas das cidades. Em Parintins, o nível do Rio Amazonas já ultrapassou a marca histórica de 9,38 metros, registrada em junho de 2009.

Já o Rio Negro atingiu, hoje (17), a marca de 29,72 metros de profundidade próximo à Manaus, onde a cota de inundação severa, de 29 metros, foi superada no dia 30 de abril.

A cota de inundação severa é a maior dentre as quatro marcas de monitoramento estabelecidas pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), superior à cota de inundação, que é definida em função do nível a partir do qual a cheia de um rio começa a causar os primeiros danos ou contratempos.

Em Parintins, além de alagar ruas da cidade, a cheia do Rio Amazonas causou prejuízos a produtores rurais que perderam plantações cultivadas em áreas de várzea. A prefeitura disse que está ajudando as famílias afetadas, distribuindo cestas básicas e madeira para a construção de pontes e marombas – como são chamadas as espécies de plataforma que moradores de casas alagadas constroem para suspender o assoalho acima do nível da água.

Na semana passada, contudo, o prefeito de Parintins, Bi Garcia (DEM), admitiu que, devido à procura, estava enfrentando dificuldades para adquirir madeira. “Estamos com muita dificuldade na compra de madeira. A prefeitura só pode comprar madeira legalizada. Vamos priorizar as pontes para depois buscar ajuda para fazer maromba nas residências que estão alagadas pela enchente do Rio Amazonas”, declarou Garcia após visitar comunidades atingidas.

Já em Manaus, a prefeitura anunciou que utilizará sacos com areia para erguer barricadas ao longo da Avenida Eduardo Ribeiro, no centro, a fim de conter o avanço das águas devido à cheia do Rio Negro. Segundo a prefeitura, em toda a série histórica, a marca atingida esta manhã, de 29,72 metros, só fica atrás das registradas em 2012, de 29,97 metros, e em 2009, de 29,77 metros. Pontes e passarelas provisórias continuam surgindo por toda a cidade, como forma de preservar a movimentação das pessoas. No dia 6, a prefeitura decretou situação de emergência na cidade por 90 dias.

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O volume de água nos principais rios que cortam o estado do Amazonas continua aumentando, afetando a população de algumas das cidades. Em Parintins, o nível do Rio Amazonas já ultrapassou a marca histórica de 9,38 metros, registrada em junho de 2009.

Já o Rio Negro atingiu, hoje (17), a marca de 29,72 metros de profundidade próximo à Manaus, onde a cota de inundação severa, de 29 metros, foi superada no dia 30 de abril.

A cota de inundação severa é a maior dentre as quatro marcas de monitoramento estabelecidas pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), superior à cota de inundação, que é definida em função do nível a partir do qual a cheia de um rio começa a causar os primeiros danos ou contratempos.

Em Parintins, além de alagar ruas da cidade, a cheia do Rio Amazonas causou prejuízos a produtores rurais que perderam plantações cultivadas em áreas de várzea. A prefeitura disse que está ajudando as famílias afetadas, distribuindo cestas básicas e madeira para a construção de pontes e marombas – como são chamadas as espécies de plataforma que moradores de casas alagadas constroem para suspender o assoalho acima do nível da água.

An aerial view of Manaus Moderna port and a street flooded by water from the Negro river, where people walk over wooden walkways installed by city hall in downtown of Manaus, in Amazonas State, Brazil May 17, 2021. Picture taken with a drone. REUTERS/Bruno Kelly

Na semana passada, contudo, o prefeito de Parintins, Bi Garcia (DEM), admitiu que, devido à procura, estava enfrentando dificuldades para adquirir madeira. “Estamos com muita dificuldade na compra de madeira. A prefeitura só pode comprar madeira legalizada. Vamos priorizar as pontes para depois buscar ajuda para fazer maromba nas residências que estão alagadas pela enchente do Rio Amazonas”, declarou Garcia após visitar comunidades atingidas.

Já em Manaus, a prefeitura anunciou que utilizará sacos com areia para erguer barricadas ao longo da Avenida Eduardo Ribeiro, no centro, a fim de conter o avanço das águas devido à cheia do Rio Negro. Segundo a prefeitura, em toda a série histórica, a marca atingida esta manhã, de 29,72 metros, só fica atrás das registradas em 2012, de 29,97 metros, e em 2009, de 29,77 metros. Pontes e passarelas provisórias continuam surgindo por toda a cidade, como forma de preservar a movimentação das pessoas. No dia 6, a prefeitura decretou situação de emergência na cidade por 90 dias.

 


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