Jejum? Botafogo bate atual campeão da Liberta e volta a vencer fora após 24 anos

Letal nos contra-ataques, Alvinegro segura pressão, faz 2 a 0 no Atlético Nacional dentro do Atanasio Girardot e lidera o grupo da morte ao lado do Barcelona de Guayaquil

 RESUMÃO
O JOGO
NOITE DE QUEBRAR JEJUNS
A quinta-feira veio para derrubar qualquer jejum que aparecesse pela frente. O Botafogo não vencia fora de casa há 24 anos, desde a campanha do título da Copa Conmebol de 1993? Pois bem, foi lá e fez 2 a 0 no Atlético Nacional, atual campeão da Libertadores, dentro de um lotado Atanasio Girardot. Camilo não marcava há sete meses? O camisa 10 – ex-Chapecoense, clube que ficou marcado para sempre em Medellín após o trágico acidente aéreo em novembro do ano passado –, encerrou o jejum e abriu o marcador. E Guilherme, que deu números finais à partida, marcou o seu primeiro gol pelo Alviengro. Noite completa, de gala, perfeita!DESTAQUE
PÚBLICO
O Atanasio Girardot recebeu um público total de 40.638 pessoas. O Atlético Nacional não divulgou a renda da partida. DESTAQUE
PANORAMA
Com o resultado, o Botafogo soma a sua segunda vitória em dois jogos e dividindo a liderança do Grupo 1 da Libertadores com o Barcelona de Guayaquil, ambos com seis pontos. Já o Atlético Nacional, atual campeão da principal competição da América do Sul, segue sem pontuar e termina a segunda rodada na lanterna. Na próxima rodada, o Alvinegro continua fora de casa e vai até o Equador para enfrentar o outro líder da chave. A partida será na próxima quinta-feira, às 21h45 (de Brasília), no Monumental de Barcelona. Um dia antes, os colombianos visitam o Estudiantes, na Argentina.
DESTAQUE
1º TEMPO
Os colombianos fizeram de tudo para o Botafogo se sentir em casa desde o momento em que pisou em Medellín. Acabou que o Alvinegro ficou à vontade até mesmo no Atanasio Girardot, diante do atual campeão da Libertadores e em um estádio lotado. Pressão? Os comandados de Jair Ventura, marcando com os 11 em seu campo e atrás da linha da bola, souberam segurar Macnelly Torres e Ibarguen, principais articuladores do Atlético Nacional. Quando os donos da casa conseguiam se infiltrar no ferrolho, pararam em Gatito e em Carli, que salvou um gol em cima da linha. E quem achou que os brasileiros iriam ficar só na defensiva se enganou. O adversário oferecia vários espaços para os contra-ataques, mas os erros de passe eram muitos. Até que Camilo iniciou o contragolpe que ele mesmo concluiu, de cabeça, fazendo 1 a 0 no fim do primeiro tempo.DESTAQUE
2º TEMPO
Jair gostou do que viu, e o Botafogo voltou para a etapa final com a mesma escalação. Porém, não durou cinco minutos, e o técnico precisou mexer. Pimpão sentiu e deu lugar a Guilherme, que entrou cheio de gás, mas sem conseguir fazer do seu fôlego renovado uma arma por novos contra-ataques. Camilo também saiu, exausto, entrando Fernandes. E o Alvinegro abdicou de atacar, até depois da entrada de Sassá na vaga de Roger. E passou a perder posse de bola. Enquanto isso, o técnico Reinaldo Rueda jogava o Atlético Nacional para a frente com atacantes. As finalizações dos colombianos se multiplicavam: 10, 11, 12, 13… Mas nenhuma que levasse perigo. E no único contragolpe do segundo tempo, iniciado em uma roubada de bola de Lindoso, Guilherme matou o jogo e marcou o seu primeiro gol pelo clube. DESTAQUE
ELE VOLTOU
Após as pazes com Jair Ventura e o elenco, nesta quinta-feira foi a vez de Camilo fazer as passes com a rede. O último gol do camisa 10 havia sido na vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro no Mineirão, no dia 11 de setembro do ano passado. Sete meses depois, o meia, jogando centralizado como gosta – sem ter Montillo ao seu lado –, voltou a ser herói. Puxou o contra-ataque e apareceu como elemento surpresa na área para marcar o sétimo gol dele em 43 jogos com a camisa alvinegra. DESTAQUE
RECIPROCIDADE
Primeiro time brasileiro em Medellín após a tragédia com o avião da Chapecoense, que matou 71 pessoas em novembro do ano passado, o Botafogo recebeu o carinho do povo colombiano desde sua chegada ao país. Foi recebido com festa no hotel, com direito a trilha sonora de “Dubai Me Chama” e crianças de uma escolinha de futebol que leva o nome do Alvinegro. Antes do jogo, Carlos Eduardo Pereira almoçou com o presidente do Atlético Nacional, Andrés Botero, e ganhou uma placa comemorativa. Para retribuir, o time entrou em campo com a bandeira da Colômbia.
fonte: globoesporte.globo.com
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