Governo reforça atendimento às vítimas da cheia em dois municípios

O Amazonas tem até o momento, segundo os dados da Defesa Civil, 32 cidades que decretaram Situação de Emergência devido à cheia dos rios este ano totalizando 57.826 mil famílias atingidas. Com avanço da enchente, o governo intensifica as ações de ajuda humanitária nas cidades afetadas.

 

Neste domingo, dia 4 de junho, o governador David Almeida vai aos municípios de Anamã e Caapiranga, na calha do rio Solimões, que estão sofrendo com as alagações, para ver de perto a situação. Defesa Civil, Ministério da Saúde, Fundação de Vigilância em Saúde, Secretaria de Estado da Saúde (Susam) e as prefeituras estão atuando de forma integrada para o atendimento aos afetados pela subida das águas.

 

Anamã, um dos municípios mais castigados,  já registra 1.063 famílias afetadas pela enchente. Para a cidade que teve o decreto de Situação de Emergência homologado pelo Estado no dia 19 de maio, a Defesa Civil já enviou nesse primeiro atendimento, 30 toneladas de cestas, 2 mil unidades de água, 1000 redes, 1.000 mosqueteiros, um kit medicamento, 300 kit’s limpeza, 300 kit’s dormitórios, 100 colchões, 2.200 unidades hipoclorito de sódio (para purificar a água) e mais 300 kit’s higiene.

 

Caapiranga tem 287 famílias afetadas e foram enviadas na primeira etapa de atendimento, 8 toneladas de alimentos, e também 145 kit’s dormitórios, 400 kit’s higiene, 400 kit’s de limpeza, 145 colchões, 01 kit medicamento, 600 garrafões de água de 5 litros e hipoclorito de sódio (para purificar a água).

Segunda fase

Só na primeira etapa de ajuda humanitária, 500 toneladas de alimentos e donativos foram entregues e, segundo a Defesa Civil, mais 900 toneladas deverão ser entregues na segunda fase da ação.

“O desastre está em evolução e desde o início o Governo do Estado tem apoiado às famílias afetadas. Já estamos na segunda fase de atendimento, onde foram destinadas 900 toneladas de ajuda humanitária, que somadas as 500 da primeira fase, totalizam 1.400 toneladas de socorro aos atingidos pela enchente”,  enfatizou o Secretário da Defesa Civil AM, coronel Fernando Pires Junior.

Mais ajuda – Anori, outro em Situação de Emergência, 3.561 famílias estão prejudicadas pela subida das águas. Para lá, foram disponibilizadas 18 toneladas de cestas básicas, 150 colchões, 150 kit’s dormitórios, 250 kit’s limpeza, 200 redes e mais 200 mosquiteiros.

Para Canutama, agentes da Defesa Civil, já embarcaram para o município com 30 toneladas de cestas básicas e ainda, 600 kit’s dormitório, 600 kit’s higiene, 600 kit’s limpeza, 600 colchões, 1.500 garrafões de 5 litros de água, 01 kit medicamento e 1.500 unidades de hipoclorito de sódio, para atender os afetados. Para Coari foram enviadas 40 toneladas de alimentos, e também 400 kit’s dormitório, 500 kit’s higiene, 500 kit’s limpeza, 400 colchões, 01 kit medicamento, 2 mil garrafões de água e 2.400 unidades de hipoclorito de sódio.

Carauari, no rio Juruá, recebeu 30 toneladas de alimentos, e também 500 kit’s dormitório, 300 kit’s higiene, 300 kit’s limpeza, 500 colchões, 01 kit medicamento, 2 mil unidades água e 1.500 unidades de hipoclorito de sódio e para Juruá foram enviadas 20 toneladas de alimentos, e também 400 kit’s dormitório, 300 kit’s higiene, 300 kit’s limpeza, 01 kit medicamento,  400 colchões, 600 unidades de hipoclorito de sódio.

Tapauá, Benjamin Constant, Atalaia do Norte, Tabatinga, Tonantins, Santo Antônio do Iça  e  Amaturá já estão em fase de execução da segunda etapa da ajuda humanitária.

 

Na capital

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) emitiu alerta de cheia de 2017 que indica que o nível do Rio Negro, em Manaus, deve ficar entre 28,29 e 29,46 metros. A previsão é dois metros superior em relação à cheia registrada em 2016. Na medição da última quarta-feira (31) foi verificada a cota de 28,96 metros, faltando pouco para alcançar a cota de emergência, que é de 29 metros. Apesar disso,  segundo o órgão, a cheia deste ano não deve superar a de 2012, a maior da história, quando o nível chegou a 29,97 metro. A Defesa Covil do Estado também monitora a situação na capital.

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