Falta de oxigênio é problema mundial, devido à alta demanda ocasionada pela pandemia de Covid-19


 

No Brasil, outros estados da região norte também começam a registrar escassez do insumo

O número de pacientes de Covid-19 com quadro agravado, que necessitam de oxigênio medicinal para alcançarem a estabilização e vencerem o vírus, tem aumentado em diversos países. Problemas causados pela escassez do insumo já foram registrados em cidades de Portugal, México, Egito, Nigéria e África do Sul. Ainda nos primeiros dias de janeiro de 2021, a cidade de Los Angeles (Califórnia – Estados Unidos), uma das mais desenvolvidas do mundo, já apresentava casos de ausência de oxigênio em unidades de saúde.

“O mundo todo tem acompanhado o que tem acontecido, por exemplo, em Portugal, em que o país está transferindo pacientes para outros países, para poder receber atendimento. Estou acompanhando aqui na BBC Brasil, um dado, que é inclusive da Organização Mundial de Saúde (OMS), de outros países que enfrentam o mesmo problema. É o caso do México, por exemplo, onde recentemente, teve registro de roubo de carga de oxigênio”, destacou o governador do Amazonas, Wilson Lima, durante pronunciamento transmitido pelas redes sociais do Governo do Estado nesta segunda-feira (08/02).

“O Egito também está com problema de oxigênio, Nigéria, África do Sul. Esse é um problema que não é só o nosso Estado que está enfrentado, é um problema mundial. E a gente tem um diferencial aqui no Amazonas, nós estamos num período chuvoso, em que há uma maior incidência de síndromes respiratórias. Aliado a isso, nós temos um problema de logística, uma dificuldade muito grande para que os insumos possam chegar aqui”, acrescentou Wilson Lima.

De acordo com OMS, um em cada cinco pacientes com Covid-19 precisará de oxigênio. Em casos graves, a proporção é de três para cinco. A organização acrescenta que alguns hospitais em diversos países viram a demanda por oxigênio aumentar entre cinco e sete vezes os níveis normais devido ao fluxo de pacientes com doenças graves e críticas.

No Brasil, a crise se estende para além do Amazonas, sendo possível identificar problemas relacionados à alta demanda por oxigênio em pelo menos mais três estados da região norte.

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“Esse é um problema que não só o estado do Amazonas enfrenta, mas a região norte, o Brasil e o mundo como um todo. Hoje de manhã eu recebi, inclusive, a informação de que três estados da região norte já correm o risco de ter problemas com o abastecimento de oxigênio, é o caso do Pará, Roraima e Amapá. Essa é uma preocupação desses governadores”, ressaltou o governador do Amazonas.

Ações – O Governo do Amazonas vem trabalhando para reforçar o abastecimento de oxigênio, na rede de saúde de todo o estado. Entre as medidas, está a chegada, no último sábado (06/02), de um tanque criogênico da empresa White Martins, carregado com aproximadamente 90 mil metros cúbicos de oxigênio medicinal (O2). O tanque saiu do porto de Santos (SP) em um navio da Marinha. A operação, realizada em parceria com o Governo Federal, será realizada toda semana.

Além disso, 22 miniusinas de produção de oxigênio já estão operando no Estado, garantindo uma produção de algo em torno de 10 mil metros cúbicos, ao dia. A meta é instalar 69 miniusinas, tanto na capital quanto no interior, para reforçar o abastecimento de algumas unidades, e garantir a autossuficiência em outras.

Medidas de prevenção – Ainda na transmissão ao vivo desta segunda-feira (08/02), Wilson Lima alertou que as medidas de prevenção e controle do novo coronavírus, previstas em decreto estadual, são fundamentais para que os números apresentem desaceleração.

“Muitas pessoas ainda continuam sendo acometidas, de forma muito grave, pela Covid-19 e nós precisamos que esses números comecem a cair, para que a gente consiga encontrar uma estabilidade na nossa rede de assistência hospitalar. Quero reforçar as medidas de distanciamento social, o uso de máscaras, de álcool em gel e todas aquelas orientações, para que a gente possa diminuir essa taxa de transmissão aqui no Amazonas”, pontuou o governador Wilson Lima.


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