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Derrota de Amazonino em Manicoré, acusa possível “Racha” da UNIPOM

A estrutura do grupo político denominado UNIPOM – União Popular Manicoreense sofreu um grande abalo com a derrota do candidato a reeleição Amazonino Mendes, neste segundo turno em Manicoré. A UNIPOM liderada pelo prefeito do município Sabá Medeiros no primeiro turno, conseguiu dar uma votação expressiva ao governador Amazonino Mendes, porém, neste segundo turno foi derrotada pelo grupo de oposição liderada pelo ex-prefeito Emerson França e pelo Ex-vice prefeito Paulo Sérgio que conseguiram reunir outras dezenas de lideranças, que aliadas conquistaram maioria de votos em prol do ‘novo’ governador do estado Wilson Lima.

Pessoas ligadas ao grupo UNIPOM afirmaram que a insatisfação do ex-prefeito Lúcio Flávio do Rosário com o gestor municipal, o manteve-se afastado do processo eleitoral deste segundo turno. Mesmo afirmando ter apoiado o governador Amazonino Mendes, Lúcio teria feito corpo mole e não teve participação incisiva neste segundo turno em Manicoré, onde tem uma grande liderança eleitoral, demonstrado no primeiro turno, quando esteve candidato a deputado estadual.

A derrota de Amazonino Mendes neste segundo turno em Manicoré foi um “claro” sinal de que a UNIPOM sem Lúcio Flávio, não consegue agregar a maioria eleitoral que tem mantido o grupo por mais de 10 anos no poder. Apesar de negar seu descontentamento com o gestor local Lúcio Flávio, viu o balatal da UNIPOM perder o que já havia ganho com sua presença no processo.

A derrota de Amazonino Mendes neste segundo turno no município manicoreense, acendeu a luz vermelha para o grupo vencedor da UNIPOM ficar alerta, pois, sua derrota deu um ‘novo’ gás para oposição, que liderada por Emerson França, vem crescendo gradativamente reacendendo a possibilidade de reconquistar o poder em 2020. O processo de cassação do gestor municipal ainda transcorre pelo TRE nos próximos dias ou meses.

Entramos em contato com o ex-prefeito Lúcio Flavio, onde questionamos esse possível “racha” com a UNIPOM. Lúcio Flavio nos reportou que neste segundo turno se comportou como eleitor e que não existe um “racha” no grupo.

Perguntamos o porquê de sua ausência neste segundo turno?

“Estou com minha única filha com problemas sérios de saúde e fiquei em Manaus acompanhando ela. Acho que irei a São Paulo para uma avaliação especializada. Vim pra Manicoré no sábado pra votar no Amazonino e estou retornando a Manaus para continuar seu tratamento. Mas o trabalho político da UNIPOM foi feito. Fui candidato a Deputado estadual e o grupo da UNIPOM todos me acompanharam, eu fiquei satisfeito pela minha votação aqui em Manicoré e no Estado conseguimos aproximadamente 14 mil votos!. Então agradeço a Deus, a minha família e ao povo de Manicoré e do Amazonas”. Concluiu.

Entramos em contato com o prefeito de Manicoré Sabá Medeiros para saber se houve um “racha” entre ele e o ex-

prefeito Lúcio Flávio do Rosário e ele nos reportou o seguinte:

“Da minha parte nada, não sei da dele? Quanto a derrota do grupo neste segundo turno eu digo que, quando o povo quer mudar não tem jeito, e eu respeito a decisão do povo, mesmo o “Estado estando em obras” mesmo assim o povo decidiu não permanecer com Amazonino. Tudo tem seu tempo!”.  Finalizou o prefeito.

One comment

  1. Há um equívoco na análise sobre o pleito para Governador em Manicoré. A verdade que realmente há um desgaste da UNIPOM, talvez em decorrência do próprio tempo que vem se mantendo no Poder. Inegável também que existe desentendimentos internos, como acontece com todo grupo político democrático, mas a desvantagem eleitoral da UNIPOM já havia ocorrido desde o 1o. turno. quando a soma dos candidatos apoiados pela oposição foi maior de que os votos do Amazonino. O 2o. turno apenas revelou o que estivera implícito no 1o., pois os votos de Amazonino foram praticamente iguais: 8.057 e 8.188. Apesar do 2o. turno ser confronto direto, mas imaginar pedir voto para um candidato com grande expectativa de vitória, é bem diferente de pedir para outro com pouca chance… mesmo assim, o eleitor que votou no 1o. votou no 2o.
    O que a UNIPOM precisa agora é se reestruturar, se reorganizar e se reaproximar das bases.

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