Comunidade Kuruquetê, em Lábrea, vive no mais completo abandono

Se existe uma região onde se percebe projetos agrícolas em abundância no estado do Amazonas é na região sul de Lábrea, na divisa com Acre e Rondônia.

Lá está instalada a Comunidade Kuruquete composta por 200 famílias, dentre as quais algumas indígenas. Na comunidade se produz de tudo um pouco, destacando-se as plantações de grãos, frutas e tubérculos. A terra é de ótima qualidade, inclusive para pastagem,  mas existe um entrave que difícil qualquer desenvolvimento:  a falta de energia elétrica,  pois as redes de transmissão que cortam a Kuruquete saem da Ceron/RO e a Eletroacre/AC.

Para que se ligue as residências às linhas de transmissão caberia a diretoria da Eletrobras Amazonas Energia fazer essa intermediação, mas os diretores Paulo Maciel e Marcelo Fadou, além do Presidente do Conselho Administrativo Luiz Henrique Hamman, tidos como indicações políticas dos senadores Eduardo Braga e Omar Aziz, mostram uma intransigência sem precedentes, ignorando essas 200 famílias que residem e produzem sem nenhum apoio.

Para se chegar à Kuruquete é necessário percorrer a BR 393, que liga as cidades de Porto Velho/RO à Acrelândia/AC, parando na Comunidade de Nova Califórnia/RO e seguindo em ramal de Picarra.

Os agricultores estão cansados e desacreditados das promessas documentadas emitidas pela diretoria, que promete mas não executa as tão sonhadas ligações. Que os diretores cumpram o que acordaram e facilitem as ligações, tirando de vez da era das trevas essas famílias amazonenses que trabalham querem respeito e o direito sagrado de ter energia elétrica nos domicílios.

Reportagem: Kennedy Lyra

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