Braga reivindica a Gilmar Mendes a manutenção de dez zonas eleitorais do interior do Am que podem ser extintas

O senador Eduardo Braga (PMDB/AM) foi, ontem (08/11), ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, reivindicar a não extinção de dez zonas eleitorais no interior do Amazonas. Ele integrou uma comitiva formada por parlamentares federais e prefeitos do estado.

Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), devem ser extintas as zonas eleitorais dos seguintes municípios: Urucurituba (25ª ZE); Nova Olinda do Norte (28ª ZE); Silves (39ª ZE); Rio Preto da Eva (52ª ZE); Anamã (53ª ZE); Caapiranga (55ª ZE); São Sebastião do Uatumã (57ª ZE); Careiro da Várzea (61ª ZE); Boa Vista do Ramos (64ª ZE) e Manaquiri (66ª ZE).

Ao ministro, o senador amazonense argumentou que a decisão acaba por desestimular cidadãos a votarem, especialmente os de comunidades isoladas e indígenas. “Na maioria dos estados brasileiros, o eleitor vai até à urna eleitoral por meio das estradas”, observou. “No Amazonas, os rios são essas estradas. Dependendo da cheia ou da vazante, o caboclo não tem como chegar ao local da votação. O percentual de abstenção no estado depende literalmente da situação das águas. ”

Ele destacou, ainda, a enorme extensão territorial dos municípios e as distâncias colossais entre eles. “Barcelos, por exemplo, é do tamanho de Sergipe”, explicou o parlamentar, seguido pelo prefeito de Manaquiri, Jair Souto, que chamou atenção para o contingente de eleitores que podem ser atingidos pela determinação. “Cem mil pessoas – distribuídas em áreas que, juntas, somam 50 mil quilômetros quadrados – estarão desprovidas de zonas eleitorais. O prejuízo é muito grande”, afirmou. Souto entregou a Gilmar Mendes um ofício solicitando que o TSE reconsidere o fechamento das zonas eleitorais.

O ministro mostrou-se sensível à demanda e disse que serão consideradas as particularidades geográficas e sociais do Amazonas.

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