Braga diz que vai “arrancar’ uma decisão do STF até quarta sobre as eleições suplementares

Em entrevista a uma rádio local em Parintins, durante o Festival Folclórico, o senador Eduardo Braga (PMDB), afirmou que irá “arrancar” uma decisão sobre o processo eleitoral no Amazonas. Após a liminar dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendendo as eleições e mantendo Davi Almeida (PSD) como governador até o julgamento dos méritos de recursos interpostos pelo governador cassado José Melo (PROS) e seu vice, Henrique Oliveira (Solidariedade), Braga também entrou com recurso para manter as eleições diretas.

Braga, um dos homens mais ricos da região Norte, desde que sofreu em 2014 uma derrota acachapante tenta, através de diversos recursos, voltar a ser governador. Esperava assumir com a cassação de Melo este ano, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proferiu sentença decidindo por novas eleições.

O termo usado por ele, “arrancar”, se reveste de toda a arrogância, autoritarismo, prepotência de um coronel de barranco, que se julga acima de tudo e de todos e fará de tudo para retornar ao poder. Mas o por quê de tanta ganância? Por quê querer tanto o cargo de governador, Embora milionário, alguns dizem que é bilionário, Braga deve ter firmado compromissos com quem financia sua campanha e que, provavelmente, seriam vencedores de licitações e contratos vultosos com o Estado, E deve estar sendo cobrado por esses compromissos de campanha.

Para quem não lembra, o governador cassado José Melo reclamava que Braga usava sua influência e prerrogativa de ministro das Minas e Energia no governo Dilma Roussef, para impedir que recursos federais chegassem ao estado, enquanto não faltavam recursos para os programas do governo federal de sua pasta, como o Luz para Todos, que certamente é um bom programa captador de votos no interior do Amazonas.

É essa sede de poder pelo poder que deve ser combatido de todas as maneiras. Com a manutenção de Davi Almeida no governo e com uma ótima aceitação popular dele, Braga vê suas chances de se eleger irem diminuindo a cada dia que as ações governamentais vão ganhando visibilidade e recebendo mais apoio popular. O senador e ex-governador por duas vezes vê em Davi não um bom governante, mas um perigoso adversário e que, fora do pleito direto, tem mais chances ainda se as eleições forem indiretas, como é uma forte possibilidade de acontecer.

O coronel de barranco está com medo!

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