OPERAÇÃO ARQUIMEDES – EX-SECRETÁRIO DE MEIO AMBIENTE DE HUMAITÁ FOI FLAGRADO PASSANDO ENVELOPE COM DINHEIRO AO SERVIDOR DO IPAAM EM MANAUS

A Operação Arquimedes desencadeada pela Polícia Federal na ultima quinta-feira (25) no Amazonas e em mais três estados brasileiros reacendeu as suspeitas e falácias de que na pasta da secretarias do IPAAM em Manaus a cobrança de propina para liberação de licenças ambientais já existia há muito tempo.

A comprovação de que o “correio da corrupção” funcionava, foi estampada no Jornal Nacional com as imagens em que o ex-secretário de meio ambiente do município de Humaitá José dos Santos Torres Filho, repassou um envelope com cerca de R$ 10 mil Reais, ao diretor financeiro do IPAAM Fabio Rodrigues Marques, em um hotel de Manaus.

A cobrança de propinas no IPAAM sempre foram alvos de reclamação dos proprietários de terras na região sul do estado que para terem seus documentos legalizados mais rápido e com 100% de certeza da liberação, recorriam ao já famoso “correio da corrupção” que era um caminho paralelo, para obter resposta positiva mais rápido em meio a tanta burocracia que demoravam meses e até mesmo anos para se aprovar um plano de manejo, no órgão ambiental do estado.

O ex-secretário de meio ambiente do município, José Torres não chegou a ser preso, ele foi ouvido pelos agentes federais e logo em seguida liberado, para responder em liberdade. O ex-secretário na verdade, era utilizado apenas como uma espécie de carteiro de entrega, da suposta propina ao servidor do IPAAM.

Fábio Rodrigues, que era o agente financeiro do suposto correio da corrupção, após a visita dos agentes federais em sua residencia, encontraram R$ 205 mil em espécie. Ele foi preso em casa e é suspeito de emitir 35 autorizações para exploração ilegal de madeira no Amazonas.

A reportagem investigativa não conseguiu contato com a defesa de Fábio Rodrigues, segundo o Jornal Nacional.

Operação Arquidmedes foi deflagrada nesta quinta-feira (25) — Foto: Divulgação/ Rede AmazônicaOperação Arquidmedes foi deflagrada nesta quinta-feira (25) — Foto: Divulgação/ Rede Amazônica

 Foto: Divulgação/ Rede Amazônica

A operação investiga possíveis casos de corrupção entre servidores, engenheiros florestais, detentores de planos de manejo do Ipaam e do Ibama e proprietários de empresas madeireiras.

Em coletiva de imprensa, a PF informou que a corrupção ocorria entre servidores e engenheiros e madeireiros, com o objetivo de obter celeridade dentro do órgão, “passar fila”, e obter também informações sobre fiscalização nos locais de mata. Alguns pagamentos eram feitos diretamente entre servidores e madeireiros, com transação bancária direta ou quantias em espécie.

Em nota, o IPAAM informou que colabora com a polícia e que a investigação é relativa a ações ocorridas em administrações passadas. Já o Ibama não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem.

Fonte G1.com
Com adptação

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