Renovação de contrato de buffet atesta que o café de Amazonino e convivas vai custar mais de 100 salários mínimos por mês

O cara que é acusado de comprar votos para garantir a aprovação do projeto de reeleição do presidente da República, que é notícia nacional por ter comprado castelo na Europa de Aryton Senna, que aparece como dono do iate “Amazônia”, que constrói o seu próprio castelo no Tarumã e, depois, o muro da “vergonha”, que patrocina campeonato de “peladas” por R$ 1 milhão, que no “meio da noite” renova contrato para renovação do serviço de bufe.

Esse cara é Amazonino Armando Mendes, 78 anos, ou simplesmente “Caboco” ou então Nº 1, como gosta de ser chamado para ter o ego refrigerado,  é isso mesmo, Robertão?

A prorrogação do contrato Nº 001/2015 – Casa Civil, pelo prazo de um ano, assinado no dia 19 de janeiro deste ano por Maria Lenise Mafra Negreiros, da Secretária Executiva de Finanças e publicada no Diário Oficial do Amazonas na última segunda-feira (26/02), por R$ 1,2 milhão, vai garantir café da melhor qualidade para o governador e seu séquito até o final da atual gestão.

E que café. Pelo tamanho do preço a ser pago é de dar inveja a perdulária Marie Antoinette Josephe Jeanne de Habsbourg-Lorraine, guilhotina em 16 de outubro de 1793 não só pela sua gula, digamos assim, mas por outros motivos que podem ser encontrados nos livros de história.

Para se ter uma ideia do tamanho da indisfarçável opulência – falta de pudor, cinismo? –  governamental, patrocinada com o dinheiro arrancado dos bolsos do pobre e espoliado caboclo amazonense, o café de Amazonino vai custar nada menos do que R$ 107,9 mil por mês – mais de 100 vezes o valor do salário mínimo.

De acordo com a ortodoxia cristã, Amazonino está enquadrado nos pecados capitais da avareza, da soberba e da gula. Neste caso não tem saída: o caminho é as profundezas do inferno tão bem descritas por Dante Alighieri em sua La Divina Commedia (A Divina Comédia).

É difícil acreditar que num estado com tantas milhares e milhares de criaturas sem nada ter à mesa o que comer Amazonino e convivas se atolam em mordomias e  se empanzinam até o limite da gula com um café de mais de R$ 3,5 mil por dia.

A renovação do contrato beneficia Sídia Holanda dos Reis Dantas de Góes e José Dantas de Góes Filho, donos da a empresa JBV Serviço de Buffet LTDA.

Empresa mana no governo deste 2016

Em 2016 na gestão do governador cassado, José Melo, o Governo do Estado já gastou R$ 552 mil com serviços de buffet para cerimônias oficiais segundo informações do Portal da Transparência do Governo do Amazonas.

Segundo o Portal da Transparência, os gastos com serviços de buffet foram pagos pela Casa Civil à empresa JBV Serviços de Buffet Ltda. e, ainda em 2016, a despesa total de R$ 686.021,46. O serviço é descrito como contratação de empresa especializada para prestação de serviços de fornecimento de refeições preparadas, lanches e similares, buffet e coffee break.

O contrato para serviços e buffet foi firmado, em janeiro de 2015, ao custo de R$ 1,2 milhão por um período de 12 meses, mas em 22 de janeiro deste ano, a Casa Civil publicou no Diário Oficial do Estado um extrato do primeiro termo aditivo do contrato no valor de R$ 352.688 pelo período de mais 12 meses de contrato.

Fato Amazonico

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