Noticias Do Sul Do Amazonas

Na Cúpula das Américas, Brasil buscará ação conjunta nas áreas de energia e alimentos

País deve apoiar declaração em defesa da democracia, no momento em que sofre pressão por parte de Washington por questionamentos de Bolsonaro ao sistema eleitoral

 

Considerada pelos organizadores da Cúpula das Américas uma das grandes prioridades do evento de Los Angeles, a proposta de uma declaração em defesa da democracia e da proteção aos direitos humanos receberá o apoio do Brasil. A previsão é de que o presidente Jair Bolsonaro assine o documento.

 

Há grande expectativa em relação a esse ponto por causa das críticas de Bolsonaro, sem provas, ao sistema eleitoral brasileiro, apesar de vários testes garantindo a segurança das urnas eletrônicas, chancelada inclusive pela Polícia Federal. Porém, segundo pessoas próximas da organização da viagem, se durante o encontro bilateral que ele terá com o presidente americano, Joe Biden, esse tema for levantado, o mandatário brasileiro argumentará que Brasil e Estados Unidos são grandes parceiros na defesa da democracia na região.

 

Ao serem questionadas sobre as insinuações de Bolsonaro sobre o sistema eleitoral, autoridades americanas afirmam que confiam nas instituições brasileiras. No entanto, o assunto voltou à tona no início do mês passado, quando uma agência de notícias publicou a informação de que, em julho de 2021, em uma visita a Brasília, o diretor-geral da Central de Inteligência dos EUA (CIA), Williams Burns, pediu que o governo brasileiro parasse de questionar a integridade das eleições no país. A notícia foi desmentida por Bolsonaro. O governo americano não se manifestou.

 

O Brasil também vai defender que os países das Américas se unam para resolverem, de forma conjunta, problemas globais como a crise energética e a insegurança alimentar acentuadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Essa mensagem deve estar presente no breve discurso que o presidente brasileiro fará durante a reunião de líderes do hemisfério. O encontro também ajudará no reaquecimento das relações bilaterais, esfriadas desde a saída de Donald Trump — aliado ideológico de Bolsonaro — da Casa Branca.

 

Entre os temas a serem discutidos no encontro bilateral estão comércio, investimentos, defesa, ciência e tecnologia, cooperação em fóruns regionais e multilaterais e mineração. Este último item está ligado aos fertilizantes, que ficaram mais caros e escassos por causa das sanções econômicas aplicadas à Rússia e à Bielorrússia, sua aliada, por causa da invasão da Ucrânia.

Outro assunto que já vem sendo tratado por autoridades americanas e brasileiras e deverá entrar na conversa entre os dois presidentes é o meio ambiente. Nesse aspecto, o tema central seria o desmatamento na Amazônia, que vem batendo recordes no governo Bolsonaro.

 

 

Entre os temas a serem discutidos no encontro bilateral estão comércio, investimentos, defesa, ciência e tecnologia, cooperação em fóruns regionais e multilaterais e mineração. Este último item está ligado aos fertilizantes, que ficaram mais caros e escassos por causa das sanções econômicas aplicadas à Rússia e à Bielorrússia, sua aliada, por causa da invasão da Ucrânia.

Outro assunto que já vem sendo tratado por autoridades americanas e brasileiras e deverá entrar na conversa entre os dois presidentes é o meio ambiente. Nesse aspecto, o tema central seria o desmatamento na Amazônia, que vem batendo recordes no governo Bolsonaro.

 

Os assuntos do evento foram escolhidos pelos americanos, que são os anfitriões. O Itamaraty tentou incluir uma declaração que abordasse pontos como facilitação de comércio, crescimento econômico, investimentos e geração de empregos. O argumento é que são questões centrais para as Américas.

— De certa forma, esses temas estão contemplados em algumas das declarações em discussão, mas não com o papel central que achamos que mereceriam ter — disse o secretário para as Américas do Itamaraty, Pedro Miguel da Costa e Silva.

Fonte: Globo

 

você pode gostar também
Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.