II FORUM DE DISCUSSÃO DA LICENCIATURA INTERCULTURAL UFAM/IEAA PARA A FORMAÇÃO DE 60 PROFESSORES INDÍGENAS NO SUL DO AMAZONAS

Esta acontecendo hoje e amanhã (28 e 29) em Humaitá o II FORUM DE DISCUSSÃO DA LICENCIATURA INTERCULTURAL UFAM/IEAA no Auditório da Escola Estadual Álvaro Maia, e deve ser finalizado amanhã, participaram da Abertura o Coordenador da SEDUC em Humaitá Edmee Brasil, a secretária de Educação Municipal Raimunda D’arque, professores da UFAM e diversas lideranças indígenas.

O principal objetivo é a formação de professores indígenas com nível superior para atuarem dentro de suas aldeias de origem, e deverá atender dez povos localizados na Calha do Rio Madeira: Torá, Munduruku, Tenharim, Apurinã, Juma, Juahui, Parintintin, Pirahã e Mura. No Sul do estado, além de Humaitá, também serão servidos com a licenciatura indígenas os municípios de Lábrea, Manicoré, Apuí, Novo Aripuanã, Canutama e Boca do Acre, oportunizando assim a educação indígena na região sul do Amazonas.

Até 2021, só poderão lecionar nas aldeias professores licenciados, por isso a discussão já está em sua segunda edição, para dar início ao processo de formação superior. “Se não estivermos preparados, há um risco de demissão em massa de professores indígenas, e a contratação de professores não indígenas para lecionarem nas comunidades. Isso já seria suficiente para desestruturar o que temos buscado como sendo uma educação escolar indígena”, analisou Angélisson Tenharim.

“A ideia do evento é justamente de reunir a Universidade com as comunidades indígenas para, juntas, estabelecerem as regras para a oferta dessa turma”, explicou a professora Eulina Nogueira, pedagoga e docente do IEAA-Ufam, ao destacar ainda que se buscará associar ensino, pesquisa e extensão desde o primeiro período.

 

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