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Receita Federal, MPF e PF investigam as fraudes e crimes cometidos pelo grupo (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Esquema ilícito colocou 121 kg de ouro de origem ilegal no mercado, diz PF no AM

Ao todo, 121 kg de ouro de origem ilegal teriam sido colocados no mercado nos últimos quatro anos. A movimentação ilícita é investigada pela Operação Elemento 79, deflagrada nesta terça-feira (27) em cinco estados brasileiros. A ação da Polícia Federal (PF) Receita Federal resultou na prisão de cinco pessoas em Manaus e Belo Horizonte. O esquema, que supostamente envolve uma empresa de contabilidade e outra que comercializa minérios, gerou um dano estimado de R$ 30 milhões. O ouro pode ter sido retirado de garimpos ilegais na Amazônia.

Durante a operação, foram cumpridos 48 mandados de busca e apreensão, em cinco estados: Amazonas, Minas Gerais, São Paulo, Rondônia, Roraima. No Amazonas, um mandado de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão foram realizados. Uma pessoa foi presa em Manaus e quatro em Belo Horizonte.

Empresa em Manaus foi alvo da operação da PF (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)Empresa em Manaus foi alvo da operação da PF (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Empresa em Manaus foi alvo da operação da PF (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

De acordo com a PF, os integrantes do esquema se beneficiaram de incetivos fiscais da Zona Franca de Manaus. Eles teriam usado “prata disfarçada” para vender ouro de origem ilícita no mercado formal. A fraude pode ter iniciado em 2014.

“Quando você é uma indústria, você só pode produzir coisas feitas de ouro, barras e joias, e precisa de uma entrada de ouro. Essa entrada de ouro não pode ser maior que saída. Só que o ouro estava entrando ilicitamente, provavelmente, proveniente de garimpo ilegal da Amazônia Legal. A ideia como a empresa fazia para legalizar esse ouro: fingir que esse ouro estava entrando licitamente para dar saída em forma de mercadoria. Ela fazia isso trazendo para empresa prata disfarçada de ouro, acompanhada de notas fiscais que legitimavam o ouro e para vendê-lo depois no mercado como se tivesse origem legal”, explicou a procuradora do Ministério Público Federal (MPF) Ana Carolina Haliuc.

Investigação

Os trabalhos de investigação realizados em conjunto pela Polícia Federal e Receita Federal iniciaram em junho de 2016, após a apreensão de ouro fantasiado (prata banhada a ouro). A Receita Federal interceptou o enviou de mercadoria irregular em fiscalização de rotina. A perícia criminal conseguiu identificar a falsificação do ouro.

Operação em cinco estados combate fraudes na comercialização e produção de ouro

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A partir da apreensão, foram feitas as análises da movimentação fiscal das mercadorias entre as empresas da organização criminosa, contábil das operações mercantis das empresas investigadas, das demonstrações contábeis obrigatórias e o cruzamento e análise de dados dos sistemas informatizados da Receita Federal.

Além da venda irregular de ouro, a polícia aponta que os integrantes do esquema são investigados por crime contra o meio ambiente, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, contrabando, descaminho e organização criminosa. O dano estimado até o momento é de aproximadamente R$ 30 milhões.

Esse valor corresponde ao ouro internalizado do mercado lícito. Foram 121 kg de ouro de origem ilícita, que foram internalizados no mercado e passou comercializar como se fosse lícito”, informou a procuradora.

Segundo o delegado da PF Daniel Carvalho Brasil, a próxima fase do trabalho da polícia será aprofundar a investigação com a análise do material apreendido. Um levantamento dos compradores do ouro ilegal será feito pelos investigadores. Os garimpos fornecedores do ouro ilegal também serão identificados.

Fonte: G1

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